Polícia Federal deflagra megaoperação contra tráfico internacional com ações em Ituiutaba e região
Operação Mens Occulta investiga grupo suspeito de movimentar R$ 70 milhões com tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Mens Occulta, voltada ao combate ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro. A ação tem como foco uma organização criminosa que atuava a partir de Uberlândia e que utilizava cidades do Triângulo Mineiro como base logística para distribuição de cocaína.
Mandados judiciais também estão sendo cumpridos em Ituiutaba, Araguari, Uberaba, Centralina e Araporã.
Segundo a Polícia Federal, as investigações já resultaram em 11 prisões em flagrante e na apreensão de aproximadamente 2,9 toneladas de cocaína provenientes da região de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira internacional.
Ao todo, cerca de 230 policiais federais participam da operação em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.
Em Uberlândia, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão. Também há ações em Campo Grande, Corumbá e Cariacica, cidades apontadas como rotas estratégicas para o tráfico e movimentação financeira do grupo.
De acordo com relatórios de inteligência financeira, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 70 milhões sem comprovação de origem nos últimos cinco anos.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam empresas de fachada para ocultar os valores obtidos com o tráfico internacional de drogas.
Com os recursos ilícitos, o grupo teria adquirido diversos bens de alto padrão, incluindo ranchos, apartamentos, veículos de luxo, embarcações e cavalos de raça.
Segundo a Polícia Federal, o líder da quadrilha já possui antecedentes por tráfico de drogas e atuava de forma discreta para evitar exposição pessoal e familiar.
O nome da operação, “Mens Occulta”, vem do latim e significa “mente oculta”, fazendo referência justamente ao modo de atuação do chefe da organização criminosa.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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Tassio Alves Rezende
Jornalista responsável pelas reportagens, entrevistas, coberturas especiais e produção de conteúdo jornalístico do Microfone Aberto.
