Nem todo melanoma está relacionado apenas à pele. Estudo divulgado pela Fundação do Câncer alerta que a doença também pode se manifestar em estruturas extracutâneas, como olhos, mucosas da cavidade oral e órgãos dos sistemas genital e digestório.
O melanoma tem origem nos melanócitos, células produtoras de melanina. Embora seja menos frequente, esse tipo de câncer costuma ser mais agressivo e letal quando há maior possibilidade de metástase para tecidos e órgãos vizinhos.
A 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer trata do tema com foco no melanoma de pele e extracutâneo. A publicação reforça que conhecer a doença é etapa essencial para prevenção, diagnóstico precoce e planejamento de serviços de saúde.
Atenção aos sinais
O alerta é importante porque muitos casos fora da pele podem ser percebidos tardiamente, especialmente quando os sintomas aparecem em regiões de difícil observação ou são confundidos com outros problemas.
Profissionais de saúde e pacientes devem manter atenção a alterações persistentes, lesões em mucosas, sintomas oculares incomuns e histórico familiar ou pessoal de câncer.
O diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento e ajuda a reduzir riscos de evolução para quadros mais graves.


