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JOVEM MORRE APÓS SALTO SEM CORDA E INSTRUTORES NÃO CONSEGUEM EXPLICAR FALHA FATAL

Tassio Alves Rezende 16/06/2026 3 min de leitura
JOVEM MORRE APÓS SALTO SEM CORDA E INSTRUTORES NÃO CONSEGUEM EXPLICAR FALHA FATAL
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A investigação sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP), ganhou novos desdobramentos após a divulgação dos depoimentos dos três instrutores presos preventivamente pelo caso. Os relatos apresentados à Polícia Civil revelam versões consideradas confusas e sem explicações concretas sobre como ocorreu a falha que resultou na tragédia.

Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, foram ouvidos no último sábado (12). Nos depoimentos, dois deles admitiram que eram responsáveis pela instalação dos equipamentos de segurança antes dos saltos, mas não conseguiram esclarecer como a vítima foi lançada sem estar presa à corda.

Segundo as investigações, Maria Eduarda participava de uma atividade de rope jump na chamada modalidade “aviãozinho”, na qual o praticante é conduzido e lançado pelos próprios instrutores. Imagens registradas no local mostram a jovem sendo carregada até a plataforma e arremessada, sem que o sistema de segurança estivesse devidamente conectado.

Durante os depoimentos, os investigados também afirmaram desconhecer o paradeiro de uma câmera que estaria nas mãos da vítima no momento do salto. Testemunhas relataram que o equipamento teria sido retirado após a queda, mas o objeto ainda não foi localizado pelas autoridades.

O acidente ocorreu durante um evento que reuniu cerca de 100 participantes na conhecida Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis. O grupo responsável pela atividade cobrava aproximadamente R$ 180 por salto e já possuía outras datas programadas para novas edições.

A Polícia Civil apura agora a dinâmica completa do acidente, incluindo a divisão de responsabilidades entre os instrutores e o desaparecimento da câmera, que pode conter imagens importantes para o esclarecimento dos fatos.

A defesa dos investigados informou que irá solicitar habeas corpus e sustenta que os envolvidos não tiveram intenção de causar a morte da jovem, classificando o episódio como uma fatalidade. Entretanto, a gravidade do caso e as inconsistências apontadas nos depoimentos seguem sendo analisadas pelas autoridades.

A morte de Maria Eduarda gerou grande comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a segurança de esportes radicais no Brasil, especialmente atividades que ainda não possuem regulamentação específica no país.

Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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