Medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade podem chegar ao Sistema Único de Saúde com desconto de até 90%, segundo avaliação do Ministério da Saúde após ações regulatórias e negociações envolvendo a Anvisa.
A pasta projeta orçamento anual de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para uma eventual incorporação, com objetivo de ampliar o acesso gratuito a pacientes que tenham indicação clínica e acompanhamento adequado.
Tratamento exige acompanhamento
As chamadas canetas emagrecedoras ganharam grande visibilidade nos últimos anos, mas o uso seguro depende de avaliação médica, critérios clínicos e monitoramento. Obesidade é uma doença crônica e multifatorial, relacionada a fatores biológicos, sociais, ambientais e comportamentais.
A discussão sobre incorporação ao SUS envolve custo, evidência científica, capacidade de fornecimento, protocolos de indicação e impacto na rede pública. A negociação de preços é etapa essencial para permitir que uma tecnologia de alto custo seja oferecida em escala.
Especialistas reforçam que medicamentos não substituem acompanhamento nutricional, atividade física orientada, cuidado psicológico quando necessário e manejo de doenças associadas, como diabetes e hipertensão.
Caso a incorporação avance, municípios e estados precisarão seguir protocolos nacionais para garantir acesso com segurança, evitar uso indiscriminado e priorizar pacientes de maior risco clínico.


