A emissão de atestados médicos na rede municipal de saúde de Uberlândia caiu 33,87% nos oito primeiros meses de 2026. Foram 245.333 documentos entre janeiro e agosto, contra 370.994 no mesmo período de 2025.
A diferença representa 125.661 atestados a menos. O balanço ocorre após a adoção de novos critérios para emissão dos documentos nas unidades municipais de saúde, dentro do programa conhecido como Atestado Médico Consciente.
Critérios na rede pública
A política foi criada para orientar a emissão dos documentos conforme avaliação clínica e necessidade real de afastamento. A medida também busca reduzir distorções no uso do serviço e dar mais segurança a pacientes, profissionais de saúde e empregadores.
Segundo as regras informadas pelo município, o atendimento segue considerando a situação de cada paciente. Casos de maior vulnerabilidade, como crianças, idosos, pessoas com deficiência e outros grupos específicos, continuam exigindo análise individualizada.
A redução no volume de documentos pode indicar mudança de comportamento na rede, mas também exige acompanhamento para evitar prejuízo a quem realmente precisa de afastamento por motivo de saúde. O equilíbrio está em combater excessos sem dificultar o acesso legítimo ao direito do trabalhador.
Para a população regional, o tema interessa porque Uberlândia é referência de saúde e serviços para várias cidades do Triângulo Mineiro. Mudanças administrativas desse porte costumam repercutir em debates sobre atendimento, gestão pública e relação entre saúde e trabalho.


