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Brasil melhora índices de vacinação, mas maioria das metas ainda não foi alcançada

Tassio Alves Rezende 09/06/2026 3 min de leitura
Brasil melhora índices de vacinação, mas maioria das metas ainda não foi alcançada
18.01.2022 - Secretário Beto Preto acompanha vacinação infantil.
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O Brasil chega ao Dia Nacional da Imunização, celebrado nesta segunda-feira (9), apresentando sinais de recuperação nas coberturas vacinais após anos consecutivos de queda. Apesar do avanço registrado desde 2022, a maioria das vacinas aplicadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) ainda permanece abaixo das metas consideradas ideais pelas autoridades de saúde.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que, em 2024, apenas três dos 16 imunizantes recomendados para crianças no primeiro ano de vida atingiram os índices estabelecidos. Entre eles estão a BCG, responsável pela proteção contra formas graves da tuberculose, a vacina contra hepatite B e a primeira dose da tríplice viral, que previne sarampo, caxumba e rubéola.

Especialistas destacam que a melhora é importante, mas alertam que o país ainda enfrenta desafios para recuperar plenamente a confiança da população nas campanhas de vacinação.

Segundo Mayra Moura, gerente de farmacovigilância do Instituto Butantan e diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), os avanços precisam ser mantidos de forma contínua.

“Temos muito a comemorar, porque cada conquista é importante. Mas precisamos entender que mesmo quando atingirmos essas metas não podemos baixar a guarda. Sempre seguiremos vacinando, trata-se de uma ação contínua”, afirmou.

A vacinação é considerada uma das ferramentas mais eficazes da saúde pública mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os imunizantes foram responsáveis por aproximadamente 40% da redução da mortalidade infantil global nos últimos 50 anos.

Mesmo com doenças consideradas controladas no Brasil, autoridades sanitárias alertam para o risco de reintrodução de enfermidades devido às baixas coberturas vacinais em diversas regiões do país.

Um dos exemplos mais preocupantes é a poliomielite. O Brasil não alcança a meta mínima de 95% de vacinação contra a doença desde 2016. Em 2025, nenhum estado brasileiro atingiu o índice recomendado e, até abril de 2026, a cobertura da vacina injetável contra a pólio estava em 85,16% entre crianças menores de um ano.

Especialistas reforçam que a queda na vacinação pode favorecer o retorno de doenças já erradicadas ou controladas, principalmente entre crianças e grupos vulneráveis.

O Ministério da Saúde mantém campanhas permanentes de imunização e orienta a população a atualizar a caderneta vacinal nas unidades básicas de saúde de todo o país.

Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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