Detento estava sozinho em cela no Presídio Professor Jacy de Assis; Polícia Civil e Sejusp investigam as circunstâncias da morte
Um homem de 25 anos, preso nesta semana após confessar a morte do próprio filho de apenas 3 meses, foi encontrado morto na manhã deste sábado (6) no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia.
Segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, policiais penais foram acionados após uma ocorrência em uma das celas da unidade prisional.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o interno sem sinais vitais, suspenso pelo pescoço utilizando uma corda artesanal.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi chamada, mas a morte foi confirmada ainda no presídio.
O homem havia sido encaminhado ao sistema prisional no último dia 3 de junho e permanecia sozinho na cela.
A administração da unidade instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte. Paralelamente, a Polícia Civil de Minas Gerais também abriu investigação sobre o caso.
O crime que levou à prisão do suspeito causou forte repercussão em Uberlândia e em toda a região do Triângulo Mineiro.
Segundo as investigações, o bebê de três meses morreu após sofrer agressões dentro da residência da família, no bairro Jardim das Palmeiras.
Inicialmente, os pais acionaram o Samu alegando que a criança teria se engasgado com leite durante a madrugada.
No entanto, durante o atendimento médico, profissionais identificaram hematomas na cabeça e próximo aos olhos do bebê, levantando suspeitas de violência.
Após exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), a perícia concluiu que a causa da morte foi traumatismo craniano.
Confrontado com o laudo, o pai confessou ter agredido a criança com tapas e socos após se irritar com o choro do bebê.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o suspeito também relatou em depoimento que já havia agredido o filho em outras ocasiões.
Ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado.
A mãe da criança também acabou detida, suspeita de omissão, após as investigações apontarem que ela teria presenciado as agressões sem impedir a violência contra o filho.
As autoridades seguem investigando tanto o homicídio do bebê quanto as circunstâncias da morte do detento dentro da unidade prisional.



