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Investigador acusado de integrar esquema de tráfico recebeu mais de R$ 4 milhões, aponta investigação

Tassio Alves Rezende 08/06/2026 2 min de leitura
Investigador acusado de integrar esquema de tráfico recebeu mais de R$ 4 milhões, aponta investigação
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Operação na Paraíba prendeu policiais civis suspeitos de desviar drogas apreendidas e manter ligação com facções criminosas

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil da Paraíba revelou um suposto esquema criminoso envolvendo policiais civis acusados de atuar diretamente na revenda de drogas, proteção a criminosos e ligação com facções criminosas no estado.

A operação resultou na prisão de um delegado e dois investigadores na última terça-feira (2), após o avanço das apurações baseadas em áudios, vídeos e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os salários dos investigados.

Segundo a investigação, o investigador Everton Aires, conhecido como “Bomba”, teria recebido mais de R$ 4 milhões nos últimos cinco anos. De acordo com os órgãos responsáveis pelo caso, os valores seriam provenientes da comercialização ilegal de entorpecentes desviados de apreensões policiais.

As autoridades apontam que cocaína, crack e skunk apreendidos durante operações eram revendidos pelo grupo criminoso.

Em gravações obtidas durante a investigação, os suspeitos tratavam o tráfico de drogas como uma atividade empresarial.

“Isso é negócio, não é pessoal”, afirma o investigador em um dos áudios analisados pela polícia.

Em outro trecho, o suspeito compara a venda de drogas ao comércio de produtos comuns e afirma que o salário pago pelo Estado seria insuficiente.

As declarações causaram repercussão por contrastarem com posicionamentos públicos anteriormente feitos pelo investigador em entrevistas e participações em podcasts, nos quais defendia atuação policial dentro da legalidade.

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, o grupo também mantinha relações com integrantes de facções criminosas e utilizava informações privilegiadas para favorecer traficantes e foragidos da Justiça.

As investigações seguem em andamento e devem aprofundar a apuração sobre a participação de outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

Os suspeitos poderão responder por crimes como tráfico de drogas, organização criminosa, corrupção e associação com facções.

Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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