Pediatras alertam para os riscos do uso de canetas emagrecedoras por crianças e adolescentes sem acompanhamento especializado. A preocupação envolve medicamentos indicados para tratamento de obesidade em situações específicas, mas que podem causar eventos adversos quando usados sem avaliação clínica adequada.
O alerta ganha força em um cenário de grande exposição desses produtos nas redes sociais e em conversas familiares. A promessa de perda rápida de peso pode levar responsáveis e adolescentes a subestimar riscos, doses, contraindicações e efeitos sobre crescimento, alimentação e saúde mental.
Especialistas defendem que o tratamento da obesidade infantil precisa considerar histórico familiar, exames, hábitos alimentares, rotina de sono, prática de atividade física, condições emocionais e possíveis doenças associadas. Medicamentos podem fazer parte da abordagem, mas não substituem acompanhamento contínuo.
Atenção aos sinais
Entre os riscos citados por médicos estão náuseas, vômitos, alterações gastrointestinais, desidratação, perda de massa magra e agravamento de transtornos alimentares. Em crianças, qualquer intervenção para emagrecimento deve preservar desenvolvimento, crescimento e relação saudável com a comida.
Pais e responsáveis devem desconfiar de promessas fáceis, receitas compartilhadas informalmente e compras sem orientação profissional. A automedicação pode atrasar diagnósticos importantes e transformar uma busca por saúde em novo problema clínico.
A recomendação é procurar pediatra, endocrinologista ou equipe multiprofissional quando houver preocupação com peso, alimentação ou metabolismo. O cuidado adequado combina orientação técnica, metas realistas e proteção integral da criança ou adolescente.


