A Câmara dos Deputados vive uma semana decisiva com a retomada da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho 6×1. A nova movimentação dos deputados aumentou significativamente a pressão sobre o senador Davi Alcolumbre, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Aliados do governo avaliam que o avanço na Câmara obriga o Senado a acelerar a tramitação da matéria.
Disputa pela Relatoria no Senado
A definição do relator no Senado tornou-se o principal entrave para o cronograma da PEC. Diversos blocos partidários disputam a indicação, o que tem gerado um clima de incerteza sobre quando o texto será efetivamente apreciado. Alcolumbre tem sido cobrado por setores sindicais e movimentos sociais para que a pauta não fique “engavetada” diante da relevância social do tema.
Enquanto o Senado discute nomes, a Câmara busca destravar a pauta do plenário para garantir que a proposta avance ainda neste mês. O governo Lula tem demonstrado apoio à revisão da jornada, argumentando que a medida pode gerar bem-estar social e estimular o mercado de consumo interno. No entanto, setores produtivos alertam para o risco de aumento nos custos operacionais das empresas.
Expectativas do Mercado e Sociedade
O mercado financeiro monitora de perto os impactos econômicos de uma possível mudança na escala de trabalho. Economistas sugerem que a transição deve ser feita de forma gradual para evitar um choque no setor de serviços. Por outro lado, a mobilização popular nas redes sociais tem sido um combustível para que os parlamentares mantenham a PEC como prioridade na agenda legislativa.
A expectativa é que, se aprovada na Câmara, a proposta chegue ao Senado com força total, exigindo uma postura clara de Alcolumbre e das lideranças partidárias. O debate promete ser longo, envolvendo audiências públicas com representantes de trabalhadores e do empresariado para equilibrar a produtividade com os direitos laborais modernos.



