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Senador lidera pesquisas para o Governo de Minas, mas ainda não confirmou candidatura; aliados de Flávio Bolsonaro discutem cenários alternativos

O senador Cleitinho Azevedo segue mantendo suspense sobre uma possível candidatura ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, mesmo liderando pesquisas de intenção de voto no estado.

A indefinição tem gerado expectativa dentro do Partido Liberal e entre aliados do senador Flávio Bolsonaro, que esteve recentemente em Minas Gerais em agendas políticas voltadas à articulação eleitoral.

Segundo interlocutores, a expectativa do PL era de que a visita de Flávio Bolsonaro ajudasse a consolidar a candidatura de Cleitinho ao Palácio Tiradentes. No entanto, o senador mineiro preferiu adiar uma definição.

De acordo com aliados, Cleitinho pediu entre dez e quinze dias para avaliar questões pessoais e familiares antes de anunciar se disputará ou não o governo estadual.

Apesar de liderar os cenários de primeiro e segundo turno divulgados até o momento, o senador ainda evita confirmar oficialmente a candidatura.

Nos bastidores, a demora na decisão mantém em aberto as negociações entre PL e Republicanos para formação de uma possível aliança em Minas Gerais.

Uma das possibilidades discutidas envolve uma chapa liderada por Cleitinho, tendo o ex-prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão, como candidato a vice-governador.

Entretanto, enquanto aguarda a decisão definitiva do senador, o PL também trabalha com cenários alternativos.

O presidente estadual da sigla, o deputado federal Zé Vitor, afirmou que outro nome avaliado pelo partido é o do empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Nesse cenário, Luiz Eduardo Falcão poderia ocupar a vaga de vice-governador em uma composição conjunta entre PL e Republicanos.

Mesmo assim, aliados próximos afirmam que o grupo político segue disposto a aguardar Cleitinho, considerado atualmente o nome mais competitivo da direita mineira para a disputa estadual.

A possível composição também possui impacto direto no projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, que busca ampliar alianças e fortalecer palanques regionais estratégicos para 2026.

As articulações políticas em Minas Gerais devem se intensificar nas próximas semanas, período considerado decisivo para definição das alianças partidárias e pré-candidaturas ao governo estadual.

Advogados do dono do Banco Master tentam alinhar proposta diretamente com ministro do STF para aumentar chances de homologação

A defesa do empresário Daniel Vorcaro intensificou as articulações em torno de uma nova proposta de delação premiada relacionada ao chamado Caso Master, que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (5), os advogados do banqueiro vêm mantendo alinhamento direto com o ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

A nova proposta de colaboração premiada foi apresentada oficialmente nesta semana e, de acordo com bastidores apurados pela imprensa nacional, o conteúdo estaria sendo acompanhado de perto pelo gabinete do ministro.

O advogado Sérgio Leonardo, responsável pela defesa de Vorcaro, teria se reunido recentemente com André Mendonça para discutir detalhes relacionados à estrutura da proposta.

A estratégia da defesa busca evitar problemas semelhantes aos enfrentados na primeira tentativa de delação, que acabou rejeitada após divergências envolvendo a Polícia Federal e o próprio gabinete do relator.

Na ocasião anterior, a condução das negociações gerou atritos entre os advogados de Vorcaro, investigadores da Polícia Federal e integrantes do STF.

Após a rejeição da primeira proposta, o banqueiro trocou sua equipe jurídica e iniciou nova rodada de negociações.

Agora, a defesa tenta apresentar uma colaboração construída dentro dos parâmetros considerados adequados pelo relator do processo, aumentando as chances de homologação pelo Supremo.

O chamado Caso Master envolve investigações sensíveis acompanhadas pelo STF e por órgãos federais de controle e investigação.

Até o momento, detalhes do conteúdo da nova delação premiada não foram divulgados oficialmente.

Nos bastidores de Brasília, a movimentação é acompanhada com atenção devido ao potencial impacto político e jurídico das informações que possam ser apresentadas no acordo de colaboração.

O processo segue sob sigilo parcial no Supremo Tribunal Federal.

Decisão liminar da Justiça Eleitoral reacende disputa jurídica envolvendo suplência da Federação Brasil da Esperança em Minas Gerais

O Tribunal Superior Eleitoral concedeu uma decisão liminar suspendendo o mandato do deputado federal Glaycon Franco, abrindo caminho para que o ex-prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado, possa assumir a vaga na Câmara dos Deputados.

A ação foi apresentada pelo Diretório Nacional do Partido Verde, que questiona a mudança partidária feita por Glaycon Franco durante a janela eleitoral deste ano.

Segundo o partido, o parlamentar deixou o PV e se filiou ao PSDB antes de assumir o mandato, o que, na avaliação da legenda, rompeu o vínculo de fidelidade partidária necessário para ocupação da cadeira conquistada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

Com a decisão cautelar do TSE, Gilmar Machado aparece como o nome juridicamente mais provável para assumir a vaga enquanto o processo segue em tramitação.

A disputa teve início após a saída do deputado federal Odair Cunha da Câmara para assumir uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

Com a vacância do cargo, Glaycon Franco, primeiro suplente da federação, assumiu o mandato no dia 20 de maio. Entretanto, a mudança partidária realizada anteriormente passou a ser contestada judicialmente.

Inicialmente, o caso foi analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, que extinguiu a ação sem julgamento do mérito por entender não possuir competência para definir a ordem de suplência após a diplomação.

Posteriormente, o Diretório Nacional do PV levou a discussão diretamente ao TSE, sustentando que mandatos proporcionais pertencem aos partidos e federações, e não individualmente aos parlamentares.

A Justiça Eleitoral acolheu o pedido em caráter liminar e determinou a suspensão do mandato de Glaycon Franco até nova análise do caso.

A assessoria de Gilmar Machado informou que o ex-prefeito recebeu a decisão “com tranquilidade e respeito às instituições democráticas”.

Nos bastidores políticos, aliados do PT avaliam que uma eventual posse de Gilmar Machado fortaleceria novamente o espaço político da esquerda no Triângulo Mineiro às vésperas das eleições de 2026.

Ex-prefeito de Uberlândia por dois mandatos, Gilmar mantém articulações políticas na região e participa ativamente de agendas com prefeitos, vereadores e lideranças partidárias.

O processo ainda seguirá em tramitação no TSE, que deverá analisar as manifestações das partes antes da decisão definitiva.

Entre os cenários possíveis estão a manutenção da suspensão do mandato, o retorno de Glaycon Franco à Câmara ou até o prolongamento da disputa judicial até o período eleitoral do próximo ano.

Pacto regional assinado em Uberlândia busca acelerar obras já aprovadas tecnicamente e ampliar investimentos no principal corredor logístico do Triângulo Mineiro

Uma articulação política e empresarial formada em Uberlândia pretende aumentar a pressão sobre órgãos federais para destravar a duplicação da BR-365, uma das principais rodovias de ligação econômica de Minas Gerais.

O movimento ganhou força nesta quarta-feira (3), durante a assinatura do chamado “Pacto Regional pela Duplicação da BR-365”, realizada na sede da Aciub.

O documento reúne representantes do poder público, setor produtivo e lideranças políticas regionais em defesa da execução das obras, que já possuem aprovação técnica junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Participaram da mobilização o prefeito Paulo Sérgio Ferreira, o deputado federal Zé Vitor, além de representantes da CDL, Settrim, Unedi e empresários da região.

Segundo os participantes, o principal entrave para o início efetivo das obras não seria técnico, mas político.

O trecho prioritário da duplicação compreende cerca de 134 quilômetros entre Uberlândia e Patrocínio. Apesar da aprovação dos projetos, a execução ainda depende de avanços administrativos e definição de investimentos federais.

O pacto também propõe a ampliação das melhorias até o trecho entre Patrocínio e Patos de Minas, ampliando o alcance regional da mobilização e envolvendo municípios de outras regiões mineiras.

A BR-365 é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola e industrial do Triângulo Mineiro, além de ser uma das principais rotas logísticas de Minas Gerais.

O trecho administrado atualmente pela concessionária EPR Triângulo também integra as discussões sobre melhorias estruturais e ampliação da capacidade da rodovia.

Durante o evento, o prefeito Paulo Sérgio destacou a importância econômica da obra para a região.

“Enquanto gestor público, endosso a necessidade da qualificação estrutural da BR”, afirmou.

Nos bastidores, a movimentação também possui forte peso político. A articulação fortalece lideranças regionais em um momento de construção de alianças e posicionamentos visando as eleições de 2026.

O documento assinado pelas lideranças será encaminhado ao DNIT e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), marcando o início oficial da pressão institucional para acelerar a execução das obras.

Visita de Flávio Bolsonaro ao estado reforça estratégia nacional do partido e amplia negociações para formação de alianças em Minas Gerais

O Flávio Bolsonaro iniciou nesta semana uma série de agendas políticas em Minas Gerais, movimento considerado estratégico pelo Partido Liberal (PL) dentro da construção do cenário eleitoral para 2026.

Enquanto o senador cumpria compromissos em Belo Horizonte, o deputado federal Zé Vitor, presidente estadual do PL, afirmou que o senador Cleitinho Azevedo é atualmente o nome favorito do grupo político para disputar o Governo de Minas Gerais.

As declarações ocorreram durante evento realizado em Araguari, no Triângulo Mineiro, durante a abertura da Safra Mineira de Café 2026.

Segundo Zé Vitor, Minas Gerais ocupa posição central na estratégia eleitoral nacional do partido devido ao peso político e eleitoral do estado.

“Minas é estratégico. A gente sabe que a base de uma eleição nacional aqui é bem o retrato do Brasil”, afirmou o parlamentar.

O PL pretende utilizar Minas como peça-chave na construção da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que intensifica agendas políticas e aproximação com lideranças regionais.

A programação do senador inclui participação no “Grande Encontro do PL Minas”, além de visita à Fenamilho, em Patos de Minas, um dos principais eventos do agronegócio mineiro.

Apesar das articulações, Zé Vitor descartou participação pessoal em uma chapa majoritária estadual.

Segundo ele, sua função dentro do partido é atuar na organização política e articulação de alianças.

Mesmo assim, o PL mantém outras possibilidades em discussão para a disputa ao Palácio Tiradentes. Nomes como Flávio Roscoe e Vittorio Medioli seguem sendo avaliados dentro da sigla.

Nos bastidores, o cenário mais provável discutido atualmente envolve uma aliança entre PL e Republicanos, com Cleitinho encabeçando a chapa ao governo estadual.

A composição também poderia incluir Domingos Sávio como candidato ao Senado e Flávio Bolsonaro no palanque presidencial em Minas Gerais.

Entretanto, aliados afirmam que o próprio Cleitinho ainda avalia se disputará o Executivo estadual ou permanecerá no Senado Federal.

O senador aparece liderando pesquisas recentes de intenção de voto para o Governo de Minas Gerais e vem ampliando influência política no interior do estado desde as eleições de 2022.

Segundo Zé Vitor, as negociações já envolvem as cúpulas nacionais do PL e do Republicanos, incluindo conversas com Valdemar Costa Neto e Marcos Pereira.

Apesar das indefinições locais, o presidente estadual do PL afirmou que o único ponto considerado fechado pelo partido é o apoio presidencial a Flávio Bolsonaro em Minas Gerais.

Com isso, o cenário político mineiro começa a ganhar novos contornos e deve acelerar as articulações partidárias para as eleições de 2026 nos próximos meses.

Recursos contemplam saúde, entidades assistenciais, terapias especializadas e educação infantil no município

O município de Ituiutaba recebeu a destinação de mais R$ 1,2 milhão em emendas parlamentares através da deputada federal Ana Paula Leão, em uma articulação construída pelo empresário Ricardo Rações e pelo ex-deputado Romel Anízio Jorge.

Os recursos foram destinados para fortalecer áreas essenciais do município, principalmente saúde, assistência social, terapias especializadas e educação infantil.

De acordo com a divisão das emendas parlamentares, foram destinados:

A deputada Ana Paula Leão destacou o compromisso com Ituiutaba e a importância de investir em instituições que prestam atendimento direto à população, principalmente nas áreas de saúde e assistência social.

O empresário Ricardo Rações ressaltou que os recursos são resultado de um trabalho de articulação política realizado junto à deputada Ana Paula Leão e ao ex-deputado Romel Anízio Jorge, buscando atender demandas importantes do município e fortalecer entidades que desenvolvem trabalhos reconhecidos pela comunidade.

Já o ex-deputado Romel Anízio Jorge também teve participação nas articulações que garantiram os investimentos para Ituiutaba, contribuindo diretamente na interlocução política para viabilização das emendas parlamentares.

Com os novos recursos destinados em 2026, o volume de emendas parlamentares articuladas para Ituiutaba através do grupo político já chega a aproximadamente R$ 4 milhões. Somente em 2025, já haviam sido destinados cerca de R$ 2,8 milhões ao município, enquanto em 2026 foram assegurados mais R$ 1,2 milhão em recursos.

Além dos recursos articulados por Ricardo Rações e Romel Anízio Jorge junto à deputada Ana Paula Leão, a parlamentar também encaminhou cerca de R$ 250 mil em emendas parlamentares ao vereador Juninho da JR e outros R$ 250 mil ao vereador Jair Bial, ampliando os investimentos em diferentes setores do município.

As emendas parlamentares têm sido utilizadas como importante instrumento para reforçar investimentos em saúde, assistência social, infraestrutura e atendimento à população de Ituiutaba.

Caso envolve encenação realizada durante campanha eleitoral de 2024 no Triângulo Mineiro; Justiça manteve acusação de ameaça e arquivou denúncia por incitação ao crime

O deputado federal André Janones se tornou réu em uma ação criminal movida pelo também deputado federal Nikolas Ferreira por suposto crime de ameaça.

O caso está relacionado a um episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2024, em um comício realizado na cidade de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.

Segundo a denúncia apresentada pela defesa de Nikolas Ferreira, André Janones participou de uma encenação pública em que utilizava uma corda enquanto simulava agressões contra um totem contendo a imagem do parlamentar adversário.

Na ação, os advogados de Nikolas argumentam que a manifestação teria ultrapassado os limites da liberdade de expressão e poderia estimular atos de violência política contra o deputado.

A representação criminal acusa Janones pelos supostos crimes de ameaça e incitação ao crime.

Ao analisar o caso, o juiz Adilson da Conceição rejeitou o argumento apresentado pela defesa de Janones sobre eventual prerrogativa de foro privilegiado.

Na decisão, o magistrado destacou que o foro especial se aplica apenas a crimes praticados no exercício do mandato e diretamente relacionados às funções parlamentares.

Segundo o entendimento do juiz, apesar de André Janones exercer mandato de deputado federal na época dos fatos, a conduta investigada não possui relação direta com o exercício da atividade parlamentar.

Por outro lado, a Justiça acolheu parcialmente o posicionamento do Ministério Público e determinou o arquivamento da acusação referente ao crime de incitação ao crime.

De acordo com a decisão judicial, não ficou caracterizado estímulo direto à prática de um crime específico contra Nikolas Ferreira.

Com isso, o processo seguirá apenas em relação à acusação de ameaça, que continuará sendo analisada pela Justiça.

O episódio ocorreu em meio ao acirramento político registrado durante as eleições municipais de 2024 e ganhou repercussão nas redes sociais e no cenário político nacional.

Texto aprovado pelos deputados segue agora para análise do Senado Federal e pode alterar modelo tradicional de trabalho no Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho no Brasil, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas.

A proposta foi aprovada na última quarta-feira (27) por ampla maioria dos parlamentares e agora segue para análise do Senado Federal.

O texto estabelece a substituição gradual do modelo tradicional de seis dias de trabalho para um de folga pela escala de cinco dias trabalhados e dois de descanso. A medida representa uma das maiores mudanças nas relações trabalhistas brasileiras nas últimas décadas.

A proposta surgiu a partir de uma PEC apresentada originalmente em 2019 e ganhou força após um acordo político articulado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

No Senado, a matéria deverá ser pautada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, responsável por conduzir a tramitação da proposta na nova etapa legislativa.

A aprovação da PEC reacendeu debates em diversos setores da sociedade. Entidades ligadas aos trabalhadores defendem que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, saúde mental, produtividade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Por outro lado, representantes do setor empresarial e economistas demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos, aumento de custos operacionais e reflexos sobre pequenas e médias empresas.

Nos bastidores de Brasília, a construção do consenso em torno da proposta envolveu negociações políticas intensas nas últimas semanas.

Especialistas avaliam que o debate sobre a modernização das relações de trabalho deve continuar mesmo após eventual aprovação definitiva da proposta, especialmente em setores que dependem de jornadas contínuas, como comércio, indústria, saúde e serviços.

Para entrar em vigor, a PEC ainda precisa ser aprovada em dois turnos pelo Senado Federal antes da promulgação definitiva pelo Congresso Nacional.

Município ficou abaixo da média regional em repasses estaduais por habitante e reacende debate sobre força política em Belo Horizonte

Mesmo sendo considerada uma das principais cidades do Pontal do Triângulo Mineiro, Ituiutaba aparece abaixo da média regional na distribuição de emendas parlamentares estaduais da atual legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Dados da Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais (Segov), consolidados pelo portal O Fator, mostram que o município recebeu R$ 35,94 por habitante em emendas parlamentares estaduais. O valor é inferior à média do Triângulo Mineiro, que ficou em R$ 56,45 por morador.

O levantamento reacendeu discussões sobre representatividade política e capacidade de articulação da cidade junto ao Governo de Minas e à Assembleia Legislativa.

Apesar de possuir forte relevância econômica e regional, concentrando serviços de saúde, educação superior e comércio para dezenas de municípios do Pontal do Triângulo, Ituiutaba não conseguiu converter esse protagonismo em volume proporcional de recursos estaduais.

Os números mostram que municípios menores da região obtiveram desempenho muito superior no critério per capita. Gurinhatã, por exemplo, recebeu cerca de R$ 309 por habitante, enquanto Canápolis chegou a aproximadamente R$ 329 por morador em emendas parlamentares estaduais.

O cenário também se repete em outras grandes cidades do Triângulo Mineiro. Uberaba registrou R$ 9,09 por habitante e Uberlândia ficou em R$ 23,81 por morador, ambos índices abaixo da média regional.

Nos bastidores políticos, o resultado reforça um debate antigo em Ituiutaba: a ausência de um deputado estadual com base eleitoral consolidada no município e atuação efetiva em Belo Horizonte.

Na prática, as emendas parlamentares costumam seguir relações políticas e eleitorais. Deputados direcionam recursos prioritariamente para cidades onde possuem apoio político estruturado e maior votação.

Especialistas apontam que, sem uma representação estadual forte, municípios acabam enfrentando dificuldades para ampliar o volume de investimentos recebidos por meio de emendas.

O levantamento também evidencia uma desigualdade regional dentro de Minas Gerais. Enquanto o Triângulo Mineiro registrou média de R$ 56,45 por habitante, o Vale do Rio Doce alcançou R$ 196,18 por morador — mais de três vezes superior.

Diante do cenário, cresce a discussão sobre a necessidade de fortalecimento político regional para ampliar a participação do Triângulo Mineiro nas decisões estaduais e garantir maior volume de investimentos para cidades estratégicas como Ituiutaba.

Senador afirmou que encerrará seu ciclo político ao fim do mandato e abriu espaço para novas articulações na sucessão mineira

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou nesta sexta-feira (29) que não disputará o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante um evento realizado em São Paulo e encerra meses de especulações sobre uma possível candidatura ao Palácio Tiradentes.

Considerado um dos principais nomes ligados ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais, Pacheco vinha sendo apontado como alternativa para unir setores da esquerda, centro político e parte do empresariado mineiro em torno de uma candidatura competitiva no estado.

Durante entrevista após o evento, o senador afirmou que decidiu encerrar sua trajetória política ao término do atual mandato no Senado Federal.

“Há o fechamento de um ciclo na política que eu decidi fazer, com sentimento de dever cumprido e tranquilidade em relação a essa decisão”, declarou.

Além de descartar a candidatura ao governo mineiro, Rodrigo Pacheco também negou qualquer possibilidade de assumir cargos em tribunais superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), hipótese que vinha sendo ventilada nos bastidores políticos de Brasília.

Com a saída de Pacheco da disputa, o cenário eleitoral de Minas Gerais volta a ficar completamente aberto para 2026. O senador era visto como uma das principais apostas do grupo ligado ao governo federal para enfrentar forças conservadoras e candidatos alinhados à direita no estado.

Nos bastidores, nomes como o empresário Josué Alencar e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares passaram a ser citados como possíveis alternativas para o grupo político ligado ao presidente Lula em Minas.

Enquanto isso, lideranças da direita mineira também intensificam movimentações visando a sucessão estadual. O entorno do governador Romeu Zema acompanha o cenário nacional, enquanto nomes como o senador Cleitinho Azevedo, aliados do PL e setores conservadores tentam ampliar alianças para a disputa de 2026.

A decisão de Pacheco reduz uma das principais alternativas de centro para Minas Gerais e deve acelerar negociações partidárias, articulações regionais e definição de alianças nos próximos meses.