Os alertas de desmatamento no Cerrado caíram 18,9% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O levantamento aponta perda de 238 quilômetros quadrados de vegetação nativa no bioma durante o mês.
O resultado foi apresentado no Dia do Cerrado e é considerado um dos melhores para agosto dentro da série histórica do sistema de monitoramento em tempo real. No recorte trimestral, técnicos também observam tendência de redução nos últimos anos.
A leitura positiva no Cerrado contrasta com a alta registrada na Amazônia. No mesmo período, os alertas de desmatamento no bioma amazônico cresceram 12,1%, passando de 319 para 358 quilômetros quadrados em agosto.
Monitoramento e resposta
A variação mensal não define sozinha uma tendência consolidada, mas serve de alerta para orientar fiscalização, planejamento e resposta rápida em áreas com aumento de pressão ambiental. Autoridades ambientais indicaram preocupação especial com a concentração da alta em regiões específicas.
Além dos dados, foram anunciadas medidas voltadas à proteção de áreas de recarga hídrica no Cerrado. A proposta é direcionar esforços de conservação e restauração para regiões estratégicas à manutenção de rios, nascentes e segurança hídrica.
O monitoramento público dos biomas ajuda gestores, órgãos ambientais e sociedade civil a acompanhar áreas críticas e priorizar ações. Para o Cerrado, a redução dos alertas reforça a importância de manter políticas contínuas, já que o bioma tem papel decisivo para água, biodiversidade e produção no país.


