O uso de inteligência artificial nas eleições é tema de reportagem especial que vai ao ar nesta segunda-feira (28), com debate sobre propaganda, fiscalização e riscos de desinformação durante a campanha eleitoral de 2026.
A tecnologia passou a ocupar lugar central nas preocupações da Justiça Eleitoral. Ferramentas capazes de criar textos, imagens, áudios e vídeos sintéticos podem auxiliar campanhas, mas também ampliam o risco de manipulação, fraude e circulação de conteúdo enganoso.
Regras para propaganda
O Tribunal Superior Eleitoral definiu regras para o uso de inteligência artificial em propagandas eleitorais, incluindo exigências de transparência em conteúdos alterados ou gerados por tecnologia. O objetivo é permitir inovação sem comprometer a liberdade do voto.
A discussão interessa aos eleitores porque materiais produzidos com IA podem parecer reais mesmo quando não registram um fato verdadeiro. Por isso, checar origem, data, autoria e contexto se torna parte essencial do consumo de informação durante a campanha.
Especialistas também alertam para o desafio de fiscalizar conteúdos em alta velocidade, especialmente nas redes sociais e aplicativos de mensagem. A resposta envolve plataformas, órgãos eleitorais, campanhas, imprensa e cidadãos.
No interior, onde a circulação de boatos pode influenciar comunidades menores de forma rápida, a atenção precisa ser redobrada. Eleitores devem desconfiar de vídeos e áudios sem fonte confiável e buscar confirmação antes de compartilhar.


