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Executivos da Aegea delatam suposto pagamento de R$ 30 milhões em propina a deputado federal de Mato Grosso

Tassio Alves Rezende 16/06/2026 2 min de leitura
Executivos da Aegea delatam suposto pagamento de R$ 30 milhões em propina a deputado federal de Mato Grosso

Foto: Reprodução/Metropolis

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O deputado federal Juarez Costa (Republicanos-MT) foi citado em acordos de colaboração premiada firmados por ex-executivos da empresa Aegea, considerada a maior companhia privada de saneamento básico do país. Segundo os depoimentos, o parlamentar teria recebido cerca de R$ 30 milhões em vantagens indevidas, além de um veículo de luxo, durante o período em que ocupou a Prefeitura de Sinop, em Mato Grosso.

As informações constam em acordos de delação celebrados entre cinco ex-executivos da companhia e o Ministério Público entre os anos de 2020 e 2021. Os termos foram homologados em 2025 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e vieram a público após divulgação de trechos dos documentos pela imprensa nacional.

De acordo com os relatos apresentados pelos delatores, os repasses teriam sido realizados para favorecer interesses da empresa em contratos e operações ligadas ao setor de saneamento. Entre as vantagens mencionadas está a entrega de uma BMW ao então prefeito, além de pagamentos que, somados, alcançariam aproximadamente R$ 30 milhões.

A Aegea é atualmente uma das maiores empresas do setor de infraestrutura e saneamento do Brasil, atuando em centenas de municípios e atendendo milhões de brasileiros. Nos acordos firmados com as autoridades, os executivos também admitiram o pagamento de propinas em diversos municípios de diferentes estados entre os anos de 2010 e 2018.

Os depoimentos apontam que o total de recursos destinados ao pagamento de vantagens indevidas em contratos investigados ultrapassaria R$ 60 milhões. As informações integram investigações que buscam esclarecer possíveis irregularidades envolvendo administrações municipais e contratos de concessão de serviços públicos.

Até o momento, o deputado Juarez Costa não se manifestou publicamente sobre as acusações. Como os fatos fazem parte de investigações em andamento, caberá às autoridades responsáveis analisar as provas apresentadas e decidir sobre eventuais responsabilizações dos envolvidos.

O caso volta a colocar em evidência discussões sobre transparência, controle de contratos públicos e fiscalização das concessões de serviços essenciais, especialmente em setores estratégicos como abastecimento de água e saneamento básico.

Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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