Uberlândia encerrou os oito primeiros meses de 2026 com saldo positivo de 2.856 empregos formais, mas o desempenho variou de forma expressiva entre os setores. A construção civil criou 1.228 postos, enquanto o comércio acumulou perda de 561 vagas.
Os números constam de levantamento do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia, elaborado com informações do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.
A construção respondeu por aproximadamente 43% do saldo positivo do município no período. O resultado mostra a importância das obras para o mercado de trabalho local, embora também revele dependência de um setor sujeito ao ritmo de investimentos e crédito.
No comércio, o cenário permaneceu negativo no acumulado do ano. Em agosto, a atividade ficou próxima da estabilidade, com criação líquida de apenas três postos, insuficiente para compensar as perdas registradas nos meses anteriores.
Impacto e próximos passos
Os serviços puxaram o resultado mensal de agosto, com 638 das 900 vagas líquidas criadas. A agropecuária acrescentou 212 postos e a construção, 58. A indústria terminou o mês com redução de 11 vínculos formais.
O saldo de agosto foi o segundo maior do ano, atrás apenas de março, e representou recuperação após o resultado negativo de julho. Para trabalhadores, a diferença entre setores indica onde a demanda por mão de obra está mais aquecida.
A continuidade do avanço dependerá do comportamento da economia, da execução de obras e da retomada do varejo. Novas divulgações do Novo Caged permitirão verificar se o crescimento se espalha por mais atividades ou continua concentrado.


