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Apuração presidencial no Peru segue indefinida com Keiko Fujimori à frente por margem apertada

Tassio Alves Rezende 08/06/2026 2 min de leitura
Apuração presidencial no Peru segue indefinida com Keiko Fujimori à frente por margem apertada
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Com 92% das urnas apuradas, candidata conservadora soma 50,16% dos votos válidos e mantém disputa acirrada contra Roberto Sánchez

A eleição presidencial no Peru segue indefinida após a divulgação parcial da apuração oficial do segundo turno realizado neste domingo (7).

Com 92% das urnas contabilizadas, a candidata conservadora Keiko Fujimori aparece com 50,16% dos votos válidos, enquanto o deputado de esquerda Roberto Sánchez soma 49,83%.

A diferença mínima entre os dois candidatos mantém o cenário de empate técnico e aumenta a expectativa em torno da reta final da contagem oficial.

Segundo autoridades eleitorais peruanas, o resultado definitivo ainda pode demorar alguns dias para ser confirmado devido à chegada tardia de votos provenientes de regiões rurais e áreas mais afastadas do país, consideradas redutos eleitorais importantes de Roberto Sánchez.

A votação foi encerrada às 17h no horário local e ocorreu sem grandes incidentes, diferentemente do primeiro turno, marcado por denúncias de falhas técnicas e questionamentos sobre o processo eleitoral.

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, tenta chegar à presidência do Peru após derrotas apertadas nos segundos turnos das eleições de 2011, 2016 e 2021.

No primeiro turno deste ano, Keiko liderou a disputa com 17,2% dos votos válidos, enquanto Sánchez obteve aproximadamente 12%.

A eleição ocorre em meio a uma das maiores crises políticas da história recente do Peru.

Nos últimos dez anos, o país teve nove presidentes diferentes, reflexo da instabilidade institucional e dos constantes conflitos entre Executivo e Congresso.

Especialistas apontam que a fragilidade política peruana está ligada, entre outros fatores, ao mecanismo constitucional que permite a destituição presidencial por “incapacidade moral”, dispositivo frequentemente utilizado pelo Parlamento.

O cenário também contribuiu para o aumento da desconfiança popular nas instituições políticas do país.

Pesquisas recentes indicam baixos índices de aprovação do Congresso e do governo peruano, além de crescente insatisfação da população com o sistema democrático.

Enquanto a apuração segue em andamento, o país acompanha com atenção o desfecho de uma das eleições mais equilibradas e polarizadas da história recente peruana.

Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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