Os economistas norte-americanos Robert Hall e Michael Woodford receberam o Prêmio de Ciências Econômicas de 2026 por trabalhos que desenvolveram bases microeconômicas para a estabilização macroeconômica. Os modelos são usados por bancos centrais e ministérios da Fazenda.
As pesquisas ajudam autoridades a responder a choques como crises energéticas, mudanças repentinas no consumo e períodos de inflação. A contribuição central é considerar as decisões de famílias e empresas na formulação das políticas econômicas.
Woodford desenvolveu conceitos aplicados à comunicação dos bancos centrais, entre eles a orientação sobre a trajetória futura dos juros. Esse recurso ganhou importância depois da crise financeira de 2008, quando as taxas ficaram próximas de zero em várias economias.
Outro conceito associado aos trabalhos é o hiato do produto, usado para avaliar a diferença entre a produção efetiva e a capacidade da economia. A medida auxilia a análise de pressões sobre preços, emprego e atividade.
Impacto e próximos passos
Hall, da Universidade de Stanford, estudou como decisões de consumo revelam expectativas das famílias. Woodford, da Universidade de Columbia, incorporou essas escolhas a modelos sobre política monetária e estabilização.
A premiação tem valor de 12 milhões de coroas suecas e é formalmente concedida pelo Banco Central da Suécia em memória de Alfred Nobel. Criada em 1969, a categoria não faz parte dos cinco prêmios originais previstos no testamento de Nobel.
O reconhecimento reforça a influência dos dois economistas no debate atual sobre inflação, juros e resposta a crises. A cerimônia de entrega seguirá o calendário oficial da Fundação Nobel.


