Especialistas, representantes da sociedade civil e parlamentares defenderam no Senado restrições à publicidade das apostas de quota fixa, conhecidas como bets, principalmente quando envolvem influenciadores digitais, atletas e clubes de futebol.
O debate ocorreu em audiência pública e colocou no centro da discussão o impacto da propaganda de apostas sobre consumidores, famílias e pessoas em situação de maior vulnerabilidade financeira.
Participantes apontaram que a presença de celebridades e figuras populares nos anúncios pode ampliar a sensação de confiança e normalidade em um mercado que envolve risco de endividamento e dependência.
A discussão também alcança clubes, plataformas digitais e empresas de comunicação, já que a publicidade de apostas se tornou uma das principais fontes de patrocínio no esporte e no entretenimento.
Parlamentares defenderam que eventuais mudanças precisam equilibrar liberdade econômica, proteção ao consumidor, arrecadação pública e prevenção de danos sociais.
O tema segue em análise no Congresso e deve continuar mobilizando propostas de regulação, fiscalização e limitação de campanhas publicitárias relacionadas às bets.



