A nova tarifa adicional dos Estados Unidos pode fazer com que 3.985 produtos brasileiros passem a enfrentar cobrança total de 37,5% para entrar no mercado norte-americano, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria.
A entidade calcula que a medida alcance US$ 12,4 bilhões em vendas brasileiras aos Estados Unidos, valor equivalente a 29,4% das exportações do país para aquele mercado. O impacto recai principalmente sobre itens que já estavam sujeitos à tarifa anterior de 25%.
No total, 4.060 produtos brasileiros serão atingidos por algum tipo de sobretaxa. Desse universo, 3.985 acumulam a cobrança anterior com a nova alíquota, enquanto outros 75 produtos passam a pagar apenas a tarifa adicional de 12,5%.
Impacto para empresas e preços
A mudança preocupa setores industriais porque encarece a entrada de produtos brasileiros em um dos principais mercados consumidores do mundo. Quando uma tarifa sobe, o exportador pode perder competitividade, reduzir margem ou tentar repassar parte do custo ao comprador.
A CNI defende a continuidade do diálogo entre Brasil e Estados Unidos para reduzir os efeitos sobre empresas prejudicadas. A discussão envolve comércio exterior, diplomacia econômica e preservação de cadeias produtivas que dependem de contratos internacionais.
Para cidades do interior com ligação indireta ao agronegócio, à indústria e à logística, o tema também interessa. A queda de competitividade nas exportações pode afetar fornecedores, empregos e decisões de investimento ao longo das cadeias produtivas.
O próximo passo será acompanhar a resposta do governo brasileiro e das empresas exportadoras. A dimensão real do impacto dependerá da duração da medida, de eventuais exceções e da capacidade de abrir novos mercados para os produtos afetados.


