A Jalles passou a direcionar o máximo possível da moagem de cana-de-açúcar da Usina Santa Vitória, no Pontal do Triângulo, para a produção de açúcar. A mudança ocorre em meio à valorização da commodity no mercado internacional e a um cenário ainda menos favorável para o etanol.
A alteração começou no início de agosto e foi explicada pela diretoria da companhia durante apresentação de resultados do primeiro trimestre da safra. A unidade de Santa Vitória ganhou prioridade nessa estratégia porque está mais próxima do porto e tem condições logísticas consideradas mais competitivas para o açúcar.
Para Santa Vitória, a decisão interessa porque a usina tem peso econômico direto na região. A atividade sucroenergética movimenta emprego, transporte, manutenção, fornecedores rurais e serviços ligados à cadeia da cana, além de influenciar o planejamento de produtores e trabalhadores.
Produtividade e investimentos
A empresa informou que vem investindo na ampliação da oferta de cana desde a aquisição da unidade, em 2022. A meta de produtividade média de 80 toneladas por hectare ainda não deve ser alcançada nesta safra, em razão dos efeitos da seca do ano passado e de ajustes de manejo que avançaram em ritmo mais lento.
Nos talhões com pivôs de irrigação, porém, a produtividade parcial vem superando 170 toneladas por hectare, acima do patamar inicialmente esperado. Esse resultado reforça a importância da irrigação, da troca de áreas e do uso de práticas agronômicas para elevar a eficiência da unidade.
A companhia também avalia o comportamento do etanol para decidir quanto manter em estoque e quanto vender na entressafra. Até lá, a produção maior de açúcar na unidade mineira indica uma safra mais voltada ao mercado externo e aos preços internacionais, com impacto direto sobre a economia local.


