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Procurador defende asfixia financeira contra crime organizado

Estratégia mira a estrutura econômica das facções e reforça integração entre investigação patrimonial e ações penais.

Por Tassio Alves Rezende 03/09/2026 1 min de leitura
Procurador defende asfixia financeira contra crime organizado

Foto: Reproducao/Agencia Brasil

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O subprocurador-geral de Justiça Antônio José Campos Moreira defendeu que o combate ao crime organizado precisa atingir a estrutura financeira das facções. Para ele, investigar, processar, condenar e prender lideranças continua indispensável, mas não basta para enfraquecer organizações que mantêm fluxo constante de recursos.

A avaliação reforça uma linha de atuação que combina investigação criminal, rastreamento patrimonial, bloqueio de bens e responsabilização de redes de apoio. O objetivo é reduzir a capacidade econômica que permite a continuidade de crimes, aliciamento de integrantes e expansão territorial.

Especialistas em segurança pública têm apontado que facções atuam como estruturas empresariais ilegais, com divisão de funções, lavagem de dinheiro e reinvestimento em novas atividades ilícitas. Por isso, medidas financeiras podem ter efeito direto sobre a capacidade operacional desses grupos.

Estratégia de Estado

A discussão interessa ao país porque a violência organizada afeta cidades grandes, médias e regiões do interior. Uma resposta mais eficiente depende de integração entre Ministério Público, polícias, órgãos fiscais, Judiciário e sistemas de inteligência.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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