O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar de padrões internacionais. A conclusão consta em estudo divulgado nesta terça-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria.
Em 2024, o país investiu R$ 266,8 bilhões em infraestrutura, valor equivalente a 2,27% do Produto Interno Bruto. O levantamento aponta que seria necessário elevar o patamar para 4,65% do PIB, cerca de R$ 550 bilhões por ano, e manter esse ritmo por pelo menos duas décadas.
Do total aplicado em 2024, R$ 188,1 bilhões vieram do setor privado, enquanto R$ 78,6 bilhões foram investimentos públicos. Estados e municípios responderam pela maior parte dos aportes governamentais.
Financiamento de longo prazo
O estudo defende um modelo que combine recursos públicos e privados, amplie o mercado de capitais e ofereça condições para projetos de longo prazo.
Infraestrutura afeta diretamente transporte, energia, saneamento, logística e competitividade. Quando o investimento fica abaixo da necessidade, gargalos se acumulam e encarecem a produção, os serviços e a vida cotidiana.
Para cidades do interior, a agenda também é estratégica, já que obras de rodovias, energia e saneamento interferem no desenvolvimento regional e na atração de novos negócios.


