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Nova lei cria filtro para recursos ao STJ

Recursos precisarão demonstrar relevância econômica, política, social ou jurídica além do interesse das partes.

Por Tassio Alves Rezende 05/08/2026 2 min de leitura
Nova lei cria filtro para recursos ao STJ

Foto: Reproducao/Agencia Brasil

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Uma nova lei sancionada nesta terça-feira, 4 de agosto, regulamenta o filtro de relevância para recursos enviados ao Superior Tribunal de Justiça. A regra exige demonstração de importância econômica, política, social ou jurídica que ultrapasse o interesse direto das partes envolvidas.

A medida busca reduzir o volume de processos que chegam à Corte e tornar mais seletiva a análise dos recursos especiais. O mecanismo já estava previsto na Constituição, mas dependia de regulamentação para aplicação prática.

A Constituição já considera relevantes recursos ligados a ações penais, improbidade administrativa, causas acima de 500 salários mínimos, casos que possam resultar em inelegibilidade e decisões contrárias à jurisprudência dominante do tribunal.

O que muda na prática

Com a nova regra, advogados e partes terão de demonstrar por que o caso ultrapassa o conflito individual e possui relevância mais ampla. A intenção é concentrar o tribunal em temas que orientem a aplicação da lei em todo o país.

A mudança pode acelerar o andamento de processos ao reduzir a chegada de recursos sem impacto coletivo. Ao mesmo tempo, exigirá mais cuidado na fundamentação das petições encaminhadas ao tribunal.

O texto teve tramitação concluída no Congresso em julho e agora passa a integrar o funcionamento do sistema de recursos. A aplicação prática dependerá da interpretação do tribunal e dos critérios definidos para cada caso.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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