O Irã orientou aliados houthis a fecharem o Estreito de Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho, caso os Estados Unidos ataquem a rede elétrica iraniana, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, 16 de julho.
A ameaça ocorre após novos ataques norte-americanos e amplia a tensão em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Pelo estreito passa parte relevante do comércio global, incluindo cargas de energia, alimentos, insumos industriais e mercadorias transportadas entre Ásia, Europa e África.
O fechamento ou a restrição da navegação na região poderia elevar custos de frete, atrasar entregas e pressionar preços internacionais, com reflexos também para países importadores e exportadores.
Os houthis atuam no Iêmen e já foram associados a ataques contra embarcações no Mar Vermelho em momentos anteriores de escalada regional. Por isso, qualquer nova ordem envolvendo o estreito aumenta a preocupação de governos, empresas de navegação e seguradoras.
A situação segue sendo acompanhada por autoridades internacionais. A depender da evolução do conflito, o impacto pode atingir petróleo, cadeias de abastecimento e inflação global.
Para o Brasil, a instabilidade externa interessa porque movimentos bruscos em frete, energia e câmbio podem chegar ao custo de produtos importados e insumos usados pela indústria e pelo agronegócio.



