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Anvisa aprova mais cinco canetas para diabetes e obesidade e chega a 20 no ano

Novos medicamentos têm semaglutida ou liraglutida e são fabricados por laboratórios indianos. Registro amplia a concorrência num mercado de preço alto para o paciente.

Por Tassio Alves Rezende • 02/11/2026 • 2 min de leitura
Anvisa aprova mais cinco canetas para diabetes e obesidade e chega a 20 no ano

Foto: Reprodução/DeFato Online

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas injetáveis para tratar diabetes tipo 2 e obesidade. Com a publicação no Diário Oficial da União, o país chega a 20 canetas desse tipo aprovadas somente em 2026.

Todos os produtos usam semaglutida ou liraglutida, substâncias da classe dos agonistas do receptor GLP-1. Elas imitam um hormônio que o intestino libera depois das refeições e que avisa o cérebro de que o corpo está saciado. O efeito ajuda a controlar a glicose no sangue e a reduzir o peso.

Quais são os novos medicamentos

As canetas são produzidas pelos laboratórios indianos Biocon e OneSource Specialty e foram registradas no Brasil por três empresas: Farma Vision, Aché e Dr. Reddy’s.

Para diabetes tipo 2:

  • Aribet (liraglutida), da Biocon, comercializada pela Farma Vision;
  • Embeltah (semaglutida), da OneSource Specialty, registrada pela Dr. Reddy’s;
  • Sevema (semaglutida), também da OneSource Specialty, registrada pelo Aché.

Para obesidade, sempre associadas a atividade física e mudança na alimentação:

  • Lyrza (liraglutida), da Biocon, registrada pela Farma Vision;
  • Wylovol (liraglutida), também da Biocon e comercializada pela Farma Vision.

Mais concorrência, preço ainda alto

A chegada de novos fabricantes aumenta a concorrência num mercado em que o tratamento mensal costuma custar caro para quem compra na farmácia. Os preços das novas canetas não foram divulgados no anúncio do registro.

O registro não significa que os remédios vão estar disponíveis de imediato nas farmácias de Ituiutaba e região, nem que serão oferecidos pelo SUS. O Microfone Aberto já mostrou que medicamentos contra obesidade podem chegar ao SUS com desconto de até 90%, proposta que ainda depende de negociação.

As canetas exigem receita e acompanhamento médico. A própria Anvisa já alertou que a manipulação caseira desse tipo de substância não é segura, e pediatras vêm chamando atenção para os riscos do uso em crianças.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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