O cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Danylo dos Santos Batista, de 38 anos, foi morto a tiros na madrugada desta segunda-feira (2), feriado de Finados, em um bar de Fronteira, no Triângulo Mineiro. Ele estava de folga e à paisana quando foi atingido por disparos feitos à queima-roupa, por volta das 3h.
Horas depois, o principal suspeito, um homem de 30 anos, foi localizado e preso em São José do Rio Preto, no interior paulista. Um casal suspeito de ajudar na fuga também foi detido. Os três foram levados para a 3ª Delegacia de Polícia Civil de Frutal e estão à disposição da Justiça.
Câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento em que uma discussão começa e o atirador dispara contra o militar. O cabo morreu no local. Segundo testemunhas, depois dos tiros o autor ainda pegou a pistola que o policial levava na cintura e fugiu com outras pessoas.
Prisões com apoio da polícia paulista
A captura contou com o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de São José do Rio Preto. As equipes paulistas rastrearam primeiro o casal, encontrado no bairro Vila Ercília. A partir das informações levantadas, os policiais fizeram contato com o suspeito, que se entregou no bairro Jardim Fuscaldo sem resistir.
Na operação foram apreendidas duas armas: a usada no crime e a pistola tirada do cabo. A motivação ainda é investigada pela Polícia Civil, que aponta oito pessoas como possíveis envolvidas no caso e não descarta novas prisões.
O que disse a Polícia Militar
Danylo era lotado no 28º Batalhão, em Unaí, no Noroeste de Minas, e já havia trabalhado em Fronteira. Ele estava longe da cidade havia cerca de dois anos e visitava o município no feriado.
Em nota nas redes sociais, a comandante-geral da PMMG, coronel Cleide Barcelos, classificou o crime como covarde. “Neste Dia de Finados, a Polícia Militar de Minas Gerais lamenta, com profunda tristeza e indignação, a morte do Cabo PM Danylo dos Santos”, afirmou. A corporação informou que a atuação conjunta com a Polícia Militar de São Paulo resultou nas prisões e na recuperação da arma do policial.
O inquérito segue com a Polícia Civil em Frutal, que vai apurar a participação de cada suspeito e o que motivou a discussão no bar.




