A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas injetáveis para tratar diabetes tipo 2 e obesidade. Com a publicação no Diário Oficial da União, o país chega a 20 canetas desse tipo aprovadas somente em 2026.
Todos os produtos usam semaglutida ou liraglutida, substâncias da classe dos agonistas do receptor GLP-1. Elas imitam um hormônio que o intestino libera depois das refeições e que avisa o cérebro de que o corpo está saciado. O efeito ajuda a controlar a glicose no sangue e a reduzir o peso.
Quais são os novos medicamentos
As canetas são produzidas pelos laboratórios indianos Biocon e OneSource Specialty e foram registradas no Brasil por três empresas: Farma Vision, Aché e Dr. Reddy’s.
Para diabetes tipo 2:
- Aribet (liraglutida), da Biocon, comercializada pela Farma Vision;
- Embeltah (semaglutida), da OneSource Specialty, registrada pela Dr. Reddy’s;
- Sevema (semaglutida), também da OneSource Specialty, registrada pelo Aché.
Para obesidade, sempre associadas a atividade física e mudança na alimentação:
- Lyrza (liraglutida), da Biocon, registrada pela Farma Vision;
- Wylovol (liraglutida), também da Biocon e comercializada pela Farma Vision.
Mais concorrência, preço ainda alto
A chegada de novos fabricantes aumenta a concorrência num mercado em que o tratamento mensal costuma custar caro para quem compra na farmácia. Os preços das novas canetas não foram divulgados no anúncio do registro.
O registro não significa que os remédios vão estar disponíveis de imediato nas farmácias de Ituiutaba e região, nem que serão oferecidos pelo SUS. O Microfone Aberto já mostrou que medicamentos contra obesidade podem chegar ao SUS com desconto de até 90%, proposta que ainda depende de negociação.
As canetas exigem receita e acompanhamento médico. A própria Anvisa já alertou que a manipulação caseira desse tipo de substância não é segura, e pediatras vêm chamando atenção para os riscos do uso em crianças.




