A Polícia Federal prepara uma força-tarefa permanente para combater a mineração ilegal em Minas Gerais. A estrutura será uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) dedicada só à área ambiental, segundo o superintendente da PF no estado, delegado Richard Murad Macedo, em entrevista ao portal O Fator.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad), o Ibama e o ICMBio foram convidados a integrar o grupo. “Todos os órgãos de controle estaduais e federais foram convidados a participar junto com a Polícia Federal, para que nós tenhamos ações a médio e longo prazo. Não queremos que as ações sejam pontuais”, disse o delegado.
Depois da Rejeito e da Parcours
A iniciativa vem na sequência de duas grandes investigações. A Operação Rejeito, deflagrada no ano passado, terminou com pedido de indiciamento de 34 pessoas. Segundo a PF, o esquema misturava crimes ambientais, corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e fraude em documentos para liberar projetos de mineração em áreas protegidas.
A Operação Parcours apurou extração irregular de minério de ferro na Serra do Curral, em Belo Horizonte, e levou ao indiciamento de outras 17 pessoas. O material das duas investigações foi enviado ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região.
“O que se está agora a buscar é atacar as causas dos problemas que emergiram através dessas operações”, afirmou Macedo. A entrevista foi dada durante a Conferência Mineira da Advocacia, em Poços de Caldas, no Sul de Minas.
Alcance no estado
A força-tarefa terá atuação estadual. A PF não detalhou quando o grupo começa a funcionar nem quais regiões serão prioridade. No Triângulo, a extração de areia e cascalho em rios e áreas rurais depende de licença ambiental, e denúncias de lavra sem autorização podem ser feitas à Polícia Militar de Meio Ambiente, à Semad ou à própria PF.




