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Fim da 6×1: decreto com 8 folgas por mês deve sair segunda; indústria e comércio vão ao STF

Ministro do Trabalho diz que regulamentação será publicada na segunda-feira (9). No mesmo dia do anúncio, CNI e CNC pediram ao Supremo a suspensão da emenda que reduz a jornada.

Por Tassio Alves Rezende • 05/11/2026 • 3 min de leitura
Fim da 6×1: decreto com 8 folgas por mês deve sair segunda; indústria e comércio vão ao STF

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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O decreto que regulamenta o fim da escala 6×1 deve ser publicado na segunda-feira (9). A previsão foi dada nesta quarta-feira (4) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O texto garante ao trabalhador pelo menos oito folgas a cada 30 dias.

A publicação estava prevista para esta semana, mas atrasou porque o presidente Lula não conseguiu despachar o texto. A versão final seria discutida com ele nesta quinta-feira (5).

No mesmo dia do anúncio, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a Emenda Constitucional 141/2026, que acabou com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso.

Como as folgas vão funcionar

A emenda foi promulgada pelo Congresso em 16 de outubro e estabelece a jornada 5×2, com dois descansos por semana. O decreto vai permitir que cada setor organize essas folgas dentro do mês, desde que o total mínimo seja respeitado.

“Não tem lista de flexibilidade. A PEC determina dois descansos semanais. A flexibilidade concedida é que essas duas folgas estejam consolidadas dentro do mês”, afirmou Marinho.

A negociação coletiva terá prioridade, e poderá haver convenções nacionais por categoria. Atividades que não param, como saúde, transporte, segurança e limpeza urbana, também terão regras próprias. A carga semanal cai aos poucos de 44 para 40 horas, numa transição de 14 meses que começa em 15 de dezembro.

O que querem indústria e comércio

A CNI alega que a mudança fere a segurança jurídica, a livre iniciativa e a autonomia das negociações coletivas. Pelos cálculos da entidade, o custo do trabalho formal na indústria sobe 11,1%, o equivalente a R$ 88 bilhões. A confederação também pede que convenções e acordos coletivos em vigor continuem valendo até o fim do prazo.

Já a CNC quer empurrar a redução da jornada para outubro de 2027. Não há data para o STF analisar o pedido.

Uma pesquisa Nexus divulgada em fevereiro apontou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1.

O que muda para quem trabalha em Ituiutaba

As regras valem para todos os empregados com carteira assinada, o que inclui o comércio, os supermercados, os frigoríficos e as indústrias da cidade. Enquanto o decreto não sai, a orientação é acompanhar o que o sindicato da categoria negociar com as empresas, já que os acordos coletivos terão peso na definição das escalas.

O governo já havia negado boatos de recuo no fim da 6×1. Quem busca vaga pode conferir as oportunidades abertas no Sine de Ituiutaba.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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