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Cruzeiro tira a Cemig da camisa e enfrenta o Bahia sem o patrocínio suspenso pelo TCE

Espaço da estatal ficou vazio no uniforme celeste no Mineirão. A liminar que travou os R$ 32 milhões de Cemig e Codemig a Cruzeiro, Atlético e América vai a julgamento na semana que vem.

Por Tassio Alves Rezende • 06/11/2026 • 3 min de leitura
Cruzeiro tira a Cemig da camisa e enfrenta o Bahia sem o patrocínio suspenso pelo TCE

Foto: Fred Magno/O Tempo

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O Cruzeiro entrou em campo contra o Bahia, na noite desta quinta-feira (5), no Mineirão, sem a marca da Cemig na camisa. O espaço que a estatal ocupava na frente do uniforme, entre o escudo e o logotipo da fornecedora de material esportivo, ficou vazio. No clássico anterior, contra o Atlético, na Arena MRV, a marca ainda aparecia.

A mudança é efeito da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), publicada na terça-feira (4), que suspendeu o patrocínio de R$ 32 milhões da Cemig e da Codemig a Cruzeiro, Atlético e América. O pedido partiu do senador e governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos).

Por que o patrocínio foi travado

O acordo foi anunciado em 29 de setembro pelo governador em exercício, Mateus Simões (PSD), como uma ajuda aos três clubes, que perderam receita depois que o governo federal acabou com a publicidade de casas de apostas. Pela divisão anunciada, Cruzeiro e Atlético receberiam R$ 15 milhões cada um e o América, R$ 2 milhões, durante uma temporada.

Na ação, Cleitinho argumentou que o contrato precisa estar ligado ao fortalecimento da marca da empresa patrocinadora, o que não teria sido demonstrado, e que faltam estudos de viabilidade e de custo-benefício. Ele também questionou a escolha de apenas três clubes da capital. “A gente está passando pela transição e vendo o próprio governo dizendo que a partir de janeiro pode não ter dinheiro para pagar os servidores”, disse o governador eleito.

Ao conceder a liminar, o relator no TCE-MG escreveu que a motivação anunciada pelo governo, de recompor as receitas dos clubes, indica uma possível dissociação da finalidade legal de um patrocínio, o que exige apuração mais aprofundada.

Próximo passo

A liminar será analisada pela Primeira Câmara do TCE-MG na semana que vem, segundo o portal O Fator. Até lá, os clubes ficam sem o dinheiro das estatais.

Só a casa de apostas que patrocinava o Cruzeiro rendia mais de R$ 43 milhões por ano à SAF celeste. Sem ela e agora sem a Cemig, a camisa do clube segue com patrocinadores privados como Supermercados BH, Cimed e Perdigão Na Brasa. Em campo, o Atlético ainda tenta virar a semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio, depois de perder por 2 a 0 no jogo de ida.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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