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Ministério da Saúde vai comprar 20 mil doses de vacina contra mpox; veja quem pode se vacinar

Compra pela Opas reforça o estoque do SUS. Brasil teve 665 casos confirmados em 2026, e a vacina é reservada a grupos de maior risco, como pessoas com HIV e imunidade baixa.

Por Tassio Alves Rezende • 06/11/2026 • 3 min de leitura
Ministério da Saúde vai comprar 20 mil doses de vacina contra mpox; veja quem pode se vacinar

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

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O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A decisão foi tomada em reunião na quarta-feira (4) e, segundo a pasta, serve para recompor o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir resposta rápida se os casos aumentarem.

O Brasil confirmou 665 casos de mpox em 2026, número 94% menor que o de 2022, quando o país passou de 10 mil registros. Mesmo com a queda, o ministério diz que a doença continua exigindo vigilância e vacina disponível para atender os estados.

Quem pode se vacinar

A vacina não é para toda a população. A prioridade é de pessoas que vivem com HIV/aids e têm contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células por milímetro cúbico, o grupo com mais risco de ter a forma grave. O esquema tem duas doses, com 28 dias de intervalo, e o cadastro é feito no serviço de referência onde a pessoa já faz o acompanhamento.

As doses que sobrarem podem ser aplicadas em pessoas com HIV e CD4 abaixo de 200, em usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e em profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.

Quem teve contato próximo com um caso suspeito ou confirmado também pode receber a vacina, de preferência nos primeiros quatro dias depois da exposição. A aplicação ainda vale até o 14º dia: nesse prazo ela protege menos contra a infecção, mas ajuda a evitar a forma grave.

Sintomas e o que fazer

A mpox, antes chamada de varíola dos macacos, é causada por um vírus e costuma durar de duas a quatro semanas. Os sinais incluem manchas na pele que viram bolhas e depois crostas, muitas vezes no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital, além de febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios, fraqueza e ínguas. A maioria dos casos é leve ou moderada.

Quem tiver lesões na pele compatíveis com a doença deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e, se for o caso, coleta de exame. A orientação vale também para quem teve contato próximo com alguém doente.

Na mesma semana, a Anvisa ampliou a lista de tratamentos aprovados para outra frente da saúde pública, com novas canetas para diabetes e obesidade. Novembro também é mês de campanha pela saúde do homem, com o Novembro Azul.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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