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Novembro Roxo: bebê prematuro precisa de acompanhamento mesmo depois da alta

Campanha alerta que crescimento, alimentação e desenvolvimento devem ser monitorados após a UTI. Levantamento aponta 1.789 reinternações no primeiro mês de vida.

Por Tassio Alves Rezende • 04/11/2026 • 3 min de leitura
Novembro Roxo: bebê prematuro precisa de acompanhamento mesmo depois da alta

Foto: Reprodução/Agência Brasil

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Sair da UTI neonatal não encerra o cuidado com o bebê prematuro. Esse é o recado da campanha Novembro Roxo deste ano, que chama a atenção para o acompanhamento das crianças nascidas antes das 37 semanas de gestação depois da alta hospitalar.

O tema de 2026, definido com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e entidades da área, é “Prematuro: pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento pós-alta é proteger o futuro”.

O que dizem os números

Um levantamento com dados da plataforma DRG Brasil, do Grupo IAG Saúde, contou 75.301 internações ligadas ao nascimento de prematuros entre janeiro de 2022 e junho de 2026. Mais da metade, 53,7%, precisou de cuidados intensivos.

A internação durou em média 15,2 dias. Para os bebês nascidos com menos de 28 semanas, a média subiu para 49,4 dias.

O estudo também encontrou pelo menos 1.789 reinternações nos primeiros 30 dias de vida. A icterícia respondeu por 69,4% delas, seguida de problemas de alimentação, com 9,8%, e de doenças respiratórias.

Por que acompanhar

“A alta da UTI neonatal gera um sentimento de ambivalência por parte dos pais: de um lado, a felicidade por vencer a UTI e, de outro, o medo e a dúvida sobre se vão dar conta dos cuidados”, disse a pediatra e neonatologista Rita Silveira, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS.

Segundo ela, o organismo do prematuro ainda está em formação. Por isso, é preciso acompanhar de perto o crescimento, a alimentação, a respiração e o desenvolvimento neurológico.

A diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani, afirmou que o debate precisa ir além da sobrevivência na UTI. “O acompanhamento adequado não elimina todos os riscos, mas permite reconhecer necessidades, orientar decisões e oferecer apoio em cada etapa”, disse.

Uma pesquisa da UFMG publicada em 2024 acompanhou 34 prematuros até 1 ano de idade corrigida. Dezoito tiveram pelo menos um resultado alterado em testes de desenvolvimento, e parte deles foi encaminhada para intervenção precoce.

O que a família deve fazer

Depois da alta, a orientação é manter as consultas de puericultura na unidade básica de saúde, seguir o calendário de vacinas e levar o bebê às consultas com especialistas indicadas na alta. Em Ituiutaba e nas cidades da região, o encaminhamento começa pelo posto de saúde do bairro.

Novembro também é o mês de atenção à saúde do homem, com o Novembro Azul, e de alerta para o diabetes e seus efeitos na visão.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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