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Produtividade do algodão em Minas quase dobra em 20 anos com programa estadual de incentivo

Lavouras mineiras saíram de cerca de 170 para 330 arrobas por hectare desde 2003. Governo certificou 34 indústrias têxteis que compram algodão do estado com benefício no ICMS.

Por Tassio Alves Rezende • 07/11/2026 • 2 min de leitura
Produtividade do algodão em Minas quase dobra em 20 anos com programa estadual de incentivo

Foto: Divulgação/Seapa-MG

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Um hectare de algodão em Minas Gerais rende hoje, em média, 330 arrobas de algodão em caroço. Em 2003, eram cerca de 170. O salto de quase 94% em duas décadas é atribuído pelo governo estadual ao Proalminas, programa de incentivo à cultura criado naquele ano.

Os números foram apresentados na quinta-feira (5), em Belo Horizonte, quando a Secretaria de Agricultura certificou 34 indústrias têxteis que participam do programa. Entre 2004 e 2025, o Proalminas contribuiu para uma produção de 871 mil toneladas de algodão em pluma no estado.

Como o programa funciona

O mecanismo é tributário. A indústria que compra algodão produzido em Minas recebe benefício no ICMS do produto industrializado. Em troca, o produtor ganha garantia de mercado e recebe um adicional no preço da pluma.

No ciclo 2025/2026, as empresas participantes consumiram cerca de 24 mil toneladas de algodão mineiro dentro do acordo de cooperação. O programa também financia capacitação de produtores e acesso a novas tecnologias.

A origem do Proalminas está numa crise. Na década de 1990, o bicudo-do-algodoeiro, praga que ataca os botões da planta, devastou as lavouras e quase acabou com a cotonicultura no estado. O programa foi desenhado para trazer o produtor de volta à cultura.

Qualidade da fibra

Os testes feitos pela MinasCotton, central de classificação criada com apoio do programa e reconhecida internacionalmente, mostram melhora também na qualidade da fibra produzida no estado.

“São ganhos de produtividade e qualidade que impactam em toda a cadeia produtiva do algodão, revertendo em retorno econômico e renda para os produtores”, afirmou o secretário de Agricultura, Thales Fernandes. Ele citou a parceria com a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) na execução do programa.

Por que interessa ao Pontal

O Pontal do Triângulo é região de agricultura de grãos e cana, e o desempenho de culturas alternativas pesa nas decisões de rotação dos produtores. Um programa que garante comprador e preço adicional dentro do estado é um dado a mais para quem avalia diversificar a lavoura.

O agro mineiro também tem sentido o efeito do câmbio e do comércio exterior, como mostrou a reportagem sobre o aumento das vendas de soja e carne à União Europeia. Informações sobre adesão ao Proalminas estão com a Seapa e com a Amipa.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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