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Com El Niño, Minas espera alta da dengue e antecipa preparação dos municípios para as chuvas

Secretário de Saúde Fábio Baccheretti apresentou nesta quarta-feira (28) o plano contra dengue, chikungunya e zika. Estado soma 48,4 mil casos confirmados de dengue e 52 mortes em 2026.

Por Tassio Alves Rezende • 29/10/2026 • 3 min de leitura
Com El Niño, Minas espera alta da dengue e antecipa preparação dos municípios para as chuvas

Foto: Rafael Mendes/SES-MG

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) prevê aumento nos casos de dengue no próximo período chuvoso por causa do El Niño e começou a preparar os municípios antes que o mosquito ganhe força. O plano foi apresentado pelo secretário Fábio Baccheretti nesta quarta-feira (28), em entrevista coletiva na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

“Com o El Niño, esperamos um aumento no número de casos, devido às chuvas e calor intenso, e já estamos preparando os municípios para reforçar a prevenção e manejo clínico dos pacientes”, disse o secretário.

A combinação de calor e chuva favorece a reprodução do Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. Por isso, a prioridade do Estado é reforçar a vigilância epidemiológica antes que as chuvas se intensifiquem.

Os números de 2026

De janeiro a outubro, Minas confirmou 48.403 casos de dengue, com 52 mortes. A chikungunya teve 15.384 casos confirmados e seis óbitos. Foram 13 casos de zika, sem mortes.

Baccheretti afirmou que a maioria das mortes por dengue e chikungunya poderia ser evitada. Os óbitos, segundo ele, estão ligados principalmente ao início tardio do tratamento e à falta de hidratação. O secretário também disse que 2026 registrou a menor letalidade por dengue dos últimos três anos.

Na região, os boletins municipais também acompanham a doença. Em setembro, Santa Vitória contabilizava 131 casos confirmados no ano.

Vacina e drones

A vacina contra a dengue oferecida pelo SUS segue restrita a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em duas doses. De janeiro a outubro, o Estado aplicou 612.997 doses nesse público. O secretário disse esperar a conclusão do estudo da vacina do Instituto Butantan para ampliar a imunização assim que for possível.

Outra frente é o monitoramento por drones, que identifica caixas d’água destampadas, lotes com entulho e outros possíveis criadouros. O programa recebeu cerca de R$ 30,5 milhões e, até maio, mapeou 497 mil hectares de áreas urbanas, com mais de 330 mil pontos de interesse apontados. Desde 2023, o governo estadual diz ter investido aproximadamente R$ 300 milhões no combate às arboviroses.

O que fazer em casa

Com a chegada das chuvas, a orientação é revisar quintais toda semana: tampar caixas d’água, virar baldes e garrafas, limpar calhas e não deixar água parada em vasos de planta. Quem tiver febre alta, dor no corpo e atrás dos olhos deve procurar uma unidade de saúde logo nos primeiros dias e manter a hidratação. Pais de crianças entre 10 e 14 anos podem conferir no posto se a segunda dose da vacina está em dia.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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