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Reconhecimento facial já levou a PM de Minas a prender mais de 2,5 mil procurados

Câmeras comparam rostos em tempo real com a lista de mandados em aberto e avisam a viatura mais próxima. PM quer integrar câmeras de comércio, rodoviárias e unidades de saúde.

Por Tassio Alves Rezende • 06/11/2026 • 3 min de leitura
Reconhecimento facial já levou a PM de Minas a prender mais de 2,5 mil procurados

Foto: Divulgação/PMMG

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O sistema de reconhecimento facial da Polícia Militar de Minas Gerais ajudou a localizar e prender mais de 2,5 mil pessoas que tinham mandado de prisão em aberto desde o início de 2025. O balanço foi divulgado pelo Governo de Minas nesta quinta-feira (5).

Cerca de 70% dessas prisões envolvem mandados por crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, homicídio, estupro e ameaça. Outros 17%, aproximadamente, são de devedores de pensão alimentícia.

Como funciona

A ferramenta trabalha ligada ao videomonitoramento da PM. Câmeras instaladas nas ruas mandam imagens em tempo real para uma central, onde os rostos são comparados com os dados dos sistemas da corporação. Quando aparece uma possível correspondência com alguém procurado pela Justiça, o alerta segue para a equipe que está no patrulhamento, que faz a abordagem e confere a situação.

“A tecnologia reduz o intervalo entre a identificação e a atuação policial. O alerta chega à equipe que está no patrulhamento, que faz a abordagem e verifica a situação. É uma ferramenta que complementa o trabalho que o policial já realiza diariamente nas ruas”, disse o major Renato Farina Barreto.

Um dos casos citados pela PM aconteceu em maio, na Rua Curitiba, no Centro de Belo Horizonte. O alerta levou os militares, em poucos minutos, até um homem procurado pela Justiça do Distrito Federal, com sete mandados que somavam mais de 40 anos de prisão.

Segundo o major, o sistema consegue reconhecer a pessoa mesmo com parte do rosto coberta ou usando óculos, chapéu ou boné.

Expansão e câmeras privadas

O projeto começou como piloto, com poucas câmeras, e cresceu ao longo de 20 meses. Agora está sendo migrado para uma nova estrutura de servidores, que deve permitir ampliar o alcance. Desenvolvida pela própria PM, a ferramenta também pode ser levada a outras regiões e a grandes eventos, em drones e no cão robô comprado recentemente pela corporação, sem depender de estrutura fixa.

A PM mantém aberto um chamamento público para integrar ao sistema câmeras de estações de ônibus, rodoviárias, metrô, unidades de saúde e de empresas que monitoram áreas de circulação, como shoppings, supermercados e drogarias. Para cidades do interior, como as do Pontal, esse tipo de parceria é o caminho para a tecnologia chegar sem que o Estado precise instalar uma rede própria em cada município.

A segurança pública esteve no centro do debate desta semana em Brasília, com a aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado. Na região, a PM tem reforçado o patrulhamento com a Operação Campo Seguro na zona rural do Pontal.

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Tassio Alves Rezende
Sobre o autor

Tassio Alves Rezende

Jornalista responsável do Microfone Aberto, atuando na produção de reportagens, entrevistas, coberturas especiais e desenvolvimento editorial do portal.

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